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terça-feira, 26 de junho de 2012

Piranha

As piranhas são peixes carnívoros de água doce muito ágeis, capazes de destruir um pedaço de carne em segundos. Isto porque possuem dentes extremamente afiados, o que facilita triturar sua presa rapidamente. São peixes predadores que se alimentam de outros pequenos peixes, moluscos, crustáceos, répteis (filhotes de sucuri), carcaças deixadas por animais maiores como as ariranha e qualquer animal que caia dentro d’água onde elas habitam. São capazes de notar uma gota de sangue em 200 litros de água e percebem as vibrações dos animais feridos facilmente



A palavra “piranha” é derivada da linguagem dos índios Tupis, nativos do Brasil. Ela é a junção da palavra tupi pira, ou “peixe” eranha, que significa “dente”.

O peixe piranha pertence a cinco gêneros da subfamíliaSerrasalminae. A maioria pesa cerca de 250 gramas e atingem um comprimento aproximado de 25 centímetros. Caracterizam-se por serem peixes de corpo chato em forma de disco, cabeça achatada frontalmente, boca rasgada para região posterior da cabeça e semi aberta deixando visíveis seus dentes triangulares, laminares e aguçados, cuja função é a de cortar e dilacerar. As cores e formas das barbatanas variam em cada espécie. A piranha vermelha(Pygocentrus nattereri) é a espécie mais agressiva. Isto porque suas mandíbulas são mais fortes e os seus dentes mais acentuados. A próxima espécie mais agressiva é a piranha negra(Serrasalmus rhombeus), que geralmente é maior que a espécie anterior.

 

Estes peixes costumam atacar suas presas em grupos, mas também caçam por perseguição ativa ou por emboscada. Em grupo, conseguem devorar um animal de grande porte, como uma vaca, em segundos. O motivo pelo qual as piranhas conseguem devorar com tanta rapidez é pelo seguinte fato de que elas não mastigam, e quando atacam em grupo, cada piranha arranca um pedaço e se revezam continuamente.

Grande parte destes peixes vive em cardumes e habitam os rios e lagos da América do Sul, principalmente na região da Amazônia, Guiana, Venezuela, Argentina, Peru e Suriname. Assim como todos os predadores, as piranhas são importantes para o equilíbrio ecológico do ambiente. Atuam positivamente na limpeza das águas, pois devoram carcaças que, de outra forma, apodreceriam nos rios.

As tribos indígenas da Amazônia utilizam-se dos dentes afiados das piranhas, para confecção de pontas de flechas. Por se um peixe que está sempre à procura de carne, seja de peixe ou qualquer outro animal, a piranha é muito fácil de ser capturada. Pescadores, quando querem capturar piranhas, colocam pedaços de carne com sangue na água, que é o principal atrativo para elas.




VOCÊ SABIA QUE AS PIRANHAS TAMBÉM COMEM VEGETAIS?

Ao contrário do que muita gente pensa, o prato principal desses peixes não é a carne!

Poucos peixes no Brasil metem mais medo do que a piranha. Graças às histórias contadas por quem vive às margens dos rios habitados por elas, assim como aos filmes de aventura e suspense, esses peixes ganharam a fama de carnívoros e assassinos. Mas não é que a realidade é diferente do que indicam as pessoas e o cinema? Isso porque, das 35 espécies de piranha existentes, apenas três são agressivas e territorialistas, ou seja, defendem com toda a energia o lugar onde vivem. Além disso, ao contrário do que muita gente imagina, o prato principal desses peixes não é a carne, mas, sim, os vegetais!

Pois é: os ictiólogos – cientistas que estudam os peixes – descobriram que, no estômago das piranhas, encontra-se, principalmente, material de origem vegetal. Pequenos invertebrados, insetos e pedaços de animais, quando presentes, são apenas uma pequena parcela do que foi ingerido por esses peixes, o que indica que eles comem, sobretudo, vegetais.

Curiosidades sobre as piranhas
O nome “piranha” vem das línguas tupi-guarani e pode ter se originado da união da palavra “pira” (que significa “peixe”) com a palavra “sanha” ou “ranha” (que quer dizer “dente”). Parentes próximos do tambaqui e do pacu, as piranhas vivem em alguns rios da América do Sul, como os das bacias Amazônica, do Paraná-Paraguai e do São Francisco. Há relatos, porém, de piranhas encontradas nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa. Provavelmente, esses animais foram exportados como peixes ornamentais e, depois, acabaram sendo soltos nos lagos e rios dessas regiões. É na Amazônia e no Pantanal, porém, que vive a espécie mais temida entre todas as piranhas. Chamada de queixuda ou piranha-caju, ela tem uma mordida cortante, que provoca graves ferimentos.

Mas por que, então, as piranhas ganharam a fama de assassinas? Porque as espécies mais agressivas nadam em cardumes e são peixes predadores oportunistas, ou seja, que se alimentam em grupo e de acordo com o que está disponível no ambiente. Por exemplo, se perceber movimentações incomuns, que podem significar que um animal está ferido ou em dificuldade, a piranha pode aparecer sozinha ou em grupo para atacá-lo.

Por isso, nos rios e em lagos fechados da Amazônia e do Pantanal e, principalmente, em açudes e lagos artificiais habitados por piranhas, deve-se tomar cuidado ao lavar peixes, couro ou qualquer animal sangrando. Além disso, como os acidentes com piranhas normalmente acontecem fora d'água, quando o pescador retira o peixe da rede de pesca ou o anzol da sua boca, é preciso tomar todo cuidado ao manuseá-la, pois os dentes desses animais são muito afiados. Tanto que alguns índios os usam para cortar cabelo ou fibras de palmeiras bem como para preparar flechas.
As profundezas dos oceanos encerram muitos mistérios. Hoje a tecnologia de construção de submarinos de alta profundidade e sondas de observação de abismos vem trazendo à luz criaturas que eram completanmente desconhecidas até agora. São bichos que parecem saídos diretamente de um filme de ficção científica. Confira:





Polvo pelágico -Um polvo transparente que brilha no escuro. Foi documentado nadando em oceano aberto numa fenda na costa do Havaí



Peixe vaca - esta coisinha engraçadinha foi vista na costa de Kona, também nas imediações do Havaí. O peixe vaca é conhecido também como peixe caixa transparente. Ele tem esta forma de caixa e leva o titulo de vaca por causa dos chifrinhos.



Hidromedusa - A hidromedusa foi documentada numa área nunca antes investigada nomar de Weddel, da Antártida. Ela tem esses tentáculos com terminações bioluminescentes para atrair as presas.





Borboleta do mar - também no mar de weddel, foi encontrada esta criatura ultra-estranha. Estes animais são sempre bem diferentes em formas e cores, e por isso, são chamados de borboletas do mar.





Lula translúcida - Este tipo de lula brilha na escuridão, com seus pontos vermelhos e púrpuras para atrair as presas. Existem mais de 300 de tipos diferentes de lula nos oceanos.



Verme Bristle - Esta é a cara de um animal super estranho chamado verme-bristle. Ele foi visto nos mares frios da Antartida. Sua boca termina num tipo estranho de corneta. Tão bizarro que se me dissessem que viram isso nadando naquela lua de Jupiter, Europa, eu talvez até acreditaria.



Um copepod nada no fundo do mar. Essas são criaturas microscópicas chamadas Zooplanctons. São os alimentos de anêmonas e outros animais. O copepodio é parente dos camarões.



Água viva de espécie desconhecida - A escuridão do mar da antártida é o lugar perfeito para estes animais, que usam células bioluminescentes parara atrair suas presas graças a um show mágico de luzes e cores.



O famoso Krill da Antártida - este é um minpusculo camarãozinho transparente. Aqui ele tem o estômago cheio de algas amarelas. Este animal é basicamente o lastro de uma cadeia alimentar enorme nos oceanos. As baleias adoram comer este bichinho.



Água viva sifomedusa - Um tipo bizarro de água viva que parece mais uma flor.



Filhote de peixe-escorpião - ele é totalmente transparente. Muitos dos animais marinhos, por não possuírem grandes defesas, acabam usando a transparência como forma de camuflagem.



Outra água viva de forma curiosa nada na escuridão. Ela é tão cristalina que podemos ver com clareza uma massa colorida em seu interior.



Uma larva de camarão pega uma malandra caroninha num filhote de água viva nas águas do havaí.



Lula opalescente - Ela usa seus poderosos olhos para se guiar na absoluta escurdão do mar em busca de pequenas presas.



Muitos peixes em fase larval, como este linguado parecem verdadeiros fantasmas de tão transparentes.



Água viva caixa - os tentáculos deste perigoso animal podem chegar a 4,5metros. Em média uma adulta tem mais de 60 tentáculos urticantes.Para evitar o contato com eles, os surfistas na austrália pegam onda vestindo meias-calça de mulher.



Fitas com milhares de ovos de nudibrânquios formam verdadeiras flores no leito rochosos dos oceanos.Mais de 10 milhões de ovos podem ecoldir de uma única dessas “flores espirais”



Ascidianos - Estes animais são filtradores que passama vida em grandes colônias. Estes aqui são ascidianos com pontos brancos.



Água viva bizarra- Parece um chapéu de caipira. Esta água viva flutua nos oceanos ao sabor das correntes.



detalhe do olho de um polvo gigante do pacífico. Estas criaturas enormes tem tentáculos que podem alcançar mais de 5 metros e são super inteligentes, conseguindo até mesmo abrir um pote de maionese (de rosca!) se assim desejarem. Estudos mostram que estes cefalópodes tem memória de curto e longo prazo, como nós humanos.



Atlanta Peroni - Um tipo de verme submarino sem concha



Zooplancton desconhecido de padrão iridiscente



Verme do mar - Eu também fiquei tentando entender onde começa e onde acaba este bicho, que mais parece o capacete dos soldados de Esparta. Este foi fotografado abaixo de 1000 metros de profundidade, no Triângulo das Bermudas



Bebê polvo – Um pqueno bebê-polvo nada a favor da corrente. Se escapar de virar almoço ou jantar de diversos animais marinhos, ele irá se tornar um grande predador.



Água-viva coração - Este animal incrível foi visto abaixo de 5km de profundidade, no mar de Sargasso.
Como os peixes respiram?

“Os peixes são organismos aeróbicos, portanto, eles precisam de oxigênio para sobreviver. Em locais onde há “tapetes” de algas sobre a água, geralmente, há a morte de peixes pois as algas submersas não recebem luz para fazer fotossíntese e liberar oxigênio suficiente na água. Minha dúvida é: se os peixes precisam de oxigênio, deve ser porque eles respiram, mas, como eles respiram?”



Olha só, muita gente não sabe, mas aquele oxigênio que os peixes respiram na água não é o oxigênio da água. Ou seja, não é o oxigênio do H2O. Os peixes e outros bichos respiram o oxigênio produzido fica dissolvido na água. No nosso caso, para respirar o ar, usamos os pulmões. Mas na água, nossos pulmões encheriam, e a respiração não aconteceria, conforme explicado AQUI. Então os peixes usam outro órgão, as brânquias. As brânquias são como um monte de fiapos, que quando estão na água, ficam abertos e conseguem deixar passar pelas suas paredes muito finas o oxigênio.

Veja esta explicação. Está muito fácil de entender:


1. Os peixes respiram absorvendo o oxigênio presente na água. Por isso, eles precisam ficar continuamente engolindo a água dos rios ou do mar, que segue para um órgão respiratório, as brânquias

2. Quando chega às brânquias (também conhecidas como guelras), a água passa primeiro por pequenos cílios existentes no órgão, que servem para filtrar impurezas, como restos de alimento, areia ou detritos

3. Em seguida, a água filtrada atravessa as brânquias, que têm minúsculas estruturas formadas por filamentos e lamelas — lâminas muito finas e maleáveis

4. É nos filamentos e nas lamelas que ocorre a troca gasosa — que no corpo humano rola nos alvéolos pulmonares. Ambos têm vasos muito finos, chamados capilares, por onde o sangue circula no sentido inverso ao da água, o que aumenta a eficiência da troca

5. Como a água concentra mais oxigênio (O2) e o sangue mais gás carbônico (CO2), há uma tendência de essas concentrações se equilibrarem — processo chamado de difusão.



A brânquia é o órgão responsável por retirar o oxigênio dissolvido na água.



Uma imagem de Microscopia Eletrônica mostrando detalhes das brânquias!
Metáfora do Golfinho, da carpa e do tubarão


Uma brilhante metáfora criada por Dudley Lynch e Paul Kordis do Brain Technologies Institute - do tubarão, da carpa e do golfinho.

Existem três tipos de animais: as carpas, os tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e que quando agredida não se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Se considera uma vítima, conformada com seu destino.

Alguém tem que se sacrificar, a carpa se sacrifica. Ela se sacrifica porque acredita que há escassez. Nesse caso, para parar de sofrer ela se sacrifica. Carpas são aquelas pessoas que numa negociação sempre cedem, sempre são os que recuam; em crises, se sacrificam por não poderem ver outros se sacrificarem. Jogam o perde-ganha, perdem para que o outro possa ganhar.

Declaração que a carpa faz para si mesmo:
"Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude dessa crença, não espero jamais fazer ou ter o suficiente. Assim, se não posso escapar do aprendizado e da responsabilidade permanecendo longe deles, eu geralmente me sacrifico."



Nesse mar existe outro tipo de animal: o tubarão. O tubarão é agressivo por natureza, agride mesmo quando não provocado. Ele também crê que vai faltar. Tem mais, ele acredita que, já que vai faltar, que falte para outro, não para ele!

"Eu vou tomar de alguém!" O tubarão passa o tempo todo buscando vítimas para devorar porque ele acredita que podem faltar vítimas. Que vítimas são as preferidas dos tubarões? Acertou, as carpas. Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas. Costumam agir de forma automática e irresistível. Os tubarões jogam o ganha-perde, eles tem que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.

Declaração que o tubarão faz para si mesmo:
"Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão dessa crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros.
Primeiro, tento vencê-los; se não consigo, procuro juntar-me a eles."



O terceiro tipo de animal: o golfinho. Os golfinhos são dóceis por natureza. Agora, quando atacados revidam e se um grupo de golfinhos encontra uma carpa sendo atacada eles defendem a carpa e atacam os seus agressores.

Os "Verdadeiros" golfinhos são algumas das criaturas mais apreciadas das profundezas. Podemos suspeitar que eles sejam muito inteligentes - talvez, à sua própria maneira, mais inteligentes do que o Homo Sapiens. Seus cérebros, com certeza, são suficientemente grandes - cerca de 1,5 quilograma, um pouco maiores do que o cérebro humano médio - e o córtex associativo do golfinho, a parte do cérebro especializada no pensamento abstrato e conceitual, é maior do que o nosso. E é um cérebro, como rapidamente irão observar aqueles fervorosos entusiastas dedicados a fortalecer os vínculos entre a nossa espécie e a deles, que tem sido tão grande quanto o nosso, ou maior do que o nosso, durante pelo menos 30 milhões de anos.

O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é legendário e, provavelmente, eles fizeram por merecer essa fama. Usando sua inteligência e sua astúcia, eles podem ser mortais para os tubarões. Matá-los a mordidas? Oh, não! Os golfinhos nadam em torno e martelam, nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a "caixa torácica" do tubarão até que a mortal criatura deslize impotente para o fundo.

Todavia, mais do que por sua perícia no combate ao tubarão, escolhemos o golfinho para simbolizar as nossas idéias sobre como tomar decisões e como lidar com épocas de rápidas mudanças devido às habilidades naturais desse mamífero para pensar construtiva e criativamente. Os golfinhos pensam? Sem dúvida. Quando não conseguem o que querem, eles alteram os seus comportamentos com precisão e rapidez, algumas vezes de forma engenhosa, para buscar aquilo que desejam. Golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogam o ganha-ganha, procuram sempre encontrar soluções que atendam as necessidades de todos.

Declaração que o golfinho faz para si mesmo:


"Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Assim como acredito que posso ter qualquer uma dessas duas coisas - é esta a nossa escolha - e que podemos aprender a tirar o melhor proveito de nossa força e utilizar nossos recursos de um modo elegante, os elementos fundamentais do modo como crio o meu mundo são a flexibilidade e a capacidade de fazer mais com menos recursos."

Se os golfinhos podem fazer isso, por que não nós?

Achamos que podemos.


O que são peixes-voadores?
Como eles voam?



A espécie chega a medir até 25 centímetros de comprimento, de corpo alongado, dorso azul-acinzentado, flancos prateados e ventre claro, nadadeiras pélvicas muito curtas, peitorais extremamente desenvolvidas e caudal furcada com lobo inferior maior. As desenvolvidas nadadeiras peitorais lhe permitem dar pequenos voos rentes à superfície da água, para fugir de seus predadores.






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golfinho



Nome popular: Golfinho comum
Nome Científico: Delphinus delphis
Distribuição geográfica: Estepes cobertas de árvores e de moitas, conhecidas como savanas africanas
Não é peixe: Todo mundo pensa que o golfinho é um peixe, mas não é. Ele é um mamífero, assim como a baleia. Habitat natural: Os oceanos e mares de todo o mundo – perto ou longe dos continentes. No Brasil, pode ser visto ao longo de todo o litoral,do Nordeste ao Rio Grande do Sul

Hábitos alimentares:Come peixes e lulas

Tamanho: De 1,5 a 3,5 metros de comprimento

Peso: Pode pesar até 110 kg

Período de gestação: Dura de 10 a 11 meses.

Filhotes: Nascem com pouco menos de 1 metro e são amamentados por pelo menos 14 meses. A fêmea tem um filhote a cada 2 ou 3 anos

Tempo médio de vida: De 20 a 35 anos

Contra a extinção: A pesca do golfinho é proibida desde 1988

Curiosidades:

Os golfinhos vivem em grupos, que podem chegar a milhares de animais entre os que vivem no oceano. Na costa, é possível ver até 500 golfinhos juntos.

Mergulham até 300 metros de profundidade e podem ficar até 8 minutos embaixo d’água. Mas estes animais dóceis passam a maior parte do tempo, mesmo, na superfície das águas, acompanhando os barcos.

Além desta espécie, há outras 36. É comum que o golfinho comum seja confundido com o golfinho-riscado (Stenella Coeruleoalba).

São ágeis, velozes e acrobatas. Saltam e nadam na proa de embarcações. As vocalizações incluem vários estalos e assobios. Sabe-se que o golfinho-comum pode mergulhar até 280 metros, ficando embaixo d’água por cerca de 8 minutos. Depois ele tem que subir pra respirar.
Os golfinhos ou delfins são animais cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, sendo que existem 37 espéciesconhecidas de golfinhos dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.

São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Suaalimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 25 a 30 anos e dão à luz um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.

Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o extraordinário sentido de ecolocalização ou biossonar ou ainda orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas.



Predadores

Os predadores dos golfinhos são os tubarões e principalmente o homem. Os pescadoresde atuns, costumam procurar por golfinhos, que também os caçam, ocasião em que ocorre um mutualismo. O golfinho encontra o cardume e os pescadores jogam as redes aprisionando os peixes e deixam os golfinhos se alimentarem para depois puxarem as redes. Desse modo, ambas as espécies se beneficiam do alimento. Porém, muitas vezes, os golfinhos acabam se enroscando nas redes, podendo morrer.

O comprimento das redes, além do necessário, assim como a poluição, também aumentam a predação.[1]

Pesca de golfinhos

Em muitos locais do mundo os golfinhos são pescados, sendo o Japão um dos principais países onde esta prática se mantém, embora os animais "pescados" neste país seja muitas vezes vendidos para outros países, principalmente China e EUA.

O principal motivo desta pesca é para alimentação, como um substituído para a carne de baleia, quando estas começaram a se tornar raras. Porém muitos golfinhos e orcas também são capturados para se tornarem "atrações" em parques aquáticos, sendo que muitos pescas são organizadas para este fim. Porém, mesmo nestas pescas que procuram capturar animais vivos, muitos golfinhos acabam mortos ou feridos, devido as técnicas usadas na captura, além disso, os animais que não servem para se tornarem "atrações" nos parques, acabam sacrificados para serem vendidos como carne de baleia. E mesmo os que "sobrevivem" a pesca, não estão garantidos, pois muitos não se adaptam à vida em cativeiro e acabam adoecendo ou mesmo morrendo, além de que a maioria dos parques marinhos não tem condições de suprir todas as necessidades destes animais.

Uma pesquisa realizada nos EUA também demonstrou que a longevidade destes animais decai muito em cativeiro. Para piorar a situação, a reprodução deles em cativeiro é quase impossível, o que torna a pesca de golfinhos "indispensável".

Entre 700 e 1,3 mil toninhas morrem anualmente em redes de pesca no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e no Uruguai, segundo dados do Instituto de Oceanografia da FURG. Ameaçadas de extinção, elas estão classificadas como vulneráveis na lista vermelha da (IUCN).[1]
Alimentação

Os golfinhos são caçadores e alimentam-se principalmente de peixes e lulas, mas alguns preferem moluscos e camarões. Muitos deles caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os golfinhos acompanham esses cardumes e por vezes parecem saber onde interceptá-los, provavelmente conseguem estas informações pela excreções químicas dos peixes, presentes na urina e nas fezes.
Ecolocalização

Ilustração animada da ecolocalização

Detalhes da anatomia – Legenda: Verde: Ossos do crânio, Azul: Espermacete ou Melão, Branco: Espiráculo

O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização, trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta frequência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de cliques ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.

Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais frequência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do objeto ou presa. Esses fatores tornam a ecolocalização do golfinho muito superior a qualquersonar eletrônico inventado pelo ser humano.A temperatura dele varia com a da água 28 a 30 °C.

Sono

Os golfinhos por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar devem constantemente realizar a hematose a partir do oxigênio presente na atmosfera, tal fato obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados de respiração pulmonar a subirem constantemente à superfície. Uma das consequências desta condição é o sono baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece consciente, capacitando a obtenção do oxigênio da superfície.

baleia

 

A baleia é o maior animal que existe em nosso planeta, e sua evolução, seu comportamento e seus hábitos são observados por cientistas do mundo inteiro que tentam descobrir mais sobre a vida e a origem desses animais, ao mesmo tempo em que lutam por sua preservação. Nesse artigo nós vamos conhecer mais sobre a vida das baleias, sua curiosa origem e evolução, as diferentes espécies e seus hábitos.

A Evolução das Baleias

As baleias são animais mamíferos que vivem no mar, são aquáticos, porém os estudos sobre a evolução das espécies indicam que as baleias evoluíram a partir de animais onívoros terrestres, e que suas nadadeiras são na verdade adaptações que se desenvolveram a partir das patas desses animais, e a maior comprovação disso estão no fato de que apesar de serem animais marinhos e viverem na água, as baleias respiram ar fora da água, tendo que chegar na superfície do mar de tempo em tempo para poder respirar, fato este que também as tornam presas mais fáceis dos seus únicos predadores, os homens.

A Evolução das Baleias
Espécies de Baleias e Suas Medidas

Existem diversas espécies de baleias, contudo as baleias azuis são consideradas especiais devido ao seu tamanho impressionante, essa é a maior espécie de baleia existente e também o maior animal existente na face da terra.

Espécies de Baleias e Suas Medidas

Essa espécie se divide em três outras espécies e são encontradas no Oceano Antártico, no Pacífico Norte, no Pacífico Sul, no Atlântico Norte e no Oceano Índico.
Comparando o Tamanho das Baleias

O registro das maiores baleias já encontradas foram duas femeas com 33,6 e 33,3 metros de comprimento.


Comparando o Tamanho das Baleias

A baleia azul é tão grande que caberiam 50 pessoas em sua boca, e somente um bebe baleia toma por dia cerca de 380 litros de leite, ganhando cerca de 90 quilos de peso por dia. O penis de uma baleia macho mede cerca de 3 metros.
Curiosidades Sobre os Habitos das Baleias

As baleias são animais mamiferos, e apesar dos filhotes tomarem essa quantidade impressionante de lei eles não mamam diretamente na baleia, ela solta o seu leite no mar e os filhotes tomam direto na agua, pois o leite da baleia contem muita gordura e como a agua e a agordura não se misturam os filhotes podem tomar o leite sem dificuldade. A baleia azul é um animal muito barulhento e os sons que produz são mais fortes do que o som de um avião a jato.
Caça as Baleias

O Brasil foi um dos primeiros países a proibir a caça da baleia azul, contudo em países como os Estados Unidos a Noruega e o japão a caça a baleia se estendeu por muito tempo, e ainda hoje causa polemicas. As baleias era caçadas e processadas ainda em alto mar, em navios que eram verdadeiras fábricas.




Introdução

Nas histórias mais famosas sobre baleias, incluindo Moby Dick, livro escrito por Herman Melville, os escritores destacam uma coisa em particular: o incrível tamanho desse bichos. Muitas espécies, como por exemplo a baleia azul, podem pesar até 150 toneladas e medir até 30 metros, o que corresponde à altura de um prédio de 10 andares. O coração de uma baleia é do tamanho de um carro pequeno, e na sua língua existe espaço suficiente para acomodar 50 pessoas. É o maior animal da história da Terra.

Apesar das proporções monumentais, o fato mais extraordinário sobre as baleias é a maneira como elas vivem. As baleias são mamíferos de sangue quente que respiram ar, mas que passam a vida inteira no oceano. Neste artigo, conheceremos as notáveis adaptações que tornaram isso possível. Também exploraremos seu comportamento misterioso e investigaremos a história comercial da caça à baleia e sua preservação.




A baleia jubarte é uma espécie magnífica, conhecida pela inteligência, pela habilidade de brincar e por suas vocalizações complexas



Há mais de 50 milhões de anos, os ancestrais das baleias andavam em terra. Ainda não está claro como era a aparência desses animais, mas alguns paleontologistas acreditam que eles eram talvez mamíferos de casco (parecidos com as vacas). Outros acreditam que eram mais parecidas com os lobos. Decorridos milhões de anos, essas criaturas antigas passaram a viver mais tempo dentro d'água e uma menor parte em terra, exatamente como os leões marinhos ou as lontras dos dias de hoje. Houve um tempo que pararam de viver em terra e vagarosamente foram perdendo as patas e pêlos, que passaram a não ser mais úteis. As evidências para essa hipótese são muito convincentes. Os paleontologistas descobriram criaturas fossilizadas parecidas com baleias e que tinham as pernas tão pequenas que não suportariam seu peso.
As baleias modernas têm amplas nadadeiras caudaisnadadeiras peitorais e, em algumas espécies, nadadeiras dorsais. As baleias nadam para a frente flexionando a cauda para cima e para baixo ao invés de flexioná-la de um lado para o outro como a maioria dos peixes. Para mudar de direção, elas movimentam as nadadeiras peitorais da mesma maneira que um avião (veja Como funcionam os tubarões para maiores detalhes). Se a baleia tiver uma nadadeira dorsal, esta serve para estabilizar o corpo enquanto nada.

Foto cedida pelo NOAA
A nadadeira caudal da baleia estica quando ela mergulha. Os pesquisadores podem rastrear e identificar uma em particular tendo como base as marcas individuais que ficam nas caudas.
Por que um mamífero especialmente adaptado para viver em terra se desenvolveria em uma criatura do mar que passa a maior parte do tempo longe do ar e da luz do sol? A melhor resposta para esta pergunta é que os ancestrais da baleia simplesmente foram atrás de alimento. O oceano está repleto de variedades de peixes e crustáceos, enquanto que a vida em terra pode ser mais escassa. Muito provavelmente, os ancestrais das baleias se aventuraram para dentro d'água para tirar proveito disso.
Para fazer essa transição, as baleias precisaram superar um grande número de obstáculos. O primeiro deles foi lutar contra o acesso de ar para respirar. Isso conduz a uma série de adaptações notáveis. O nariz da baleia mudou de lugar, da face para o topo da cabeça. Essa passagem de ar torna fácil a respiração das baleias porque elas não precisam sair totalmente da água. Em vez disso, ela nada perto da superfície e dobra o corpo para que as costas emerjam e então flexiona a cauda rapidamente para um mergulho mais profundo.
Para respirar o ar da superfície, a baleia flexiona um músculo que abre a passagem de ar e, então, respira da mesma maneira que os outros mamíferos. Quando relaxa o músculo, a passagem de ar se fecha e é então seguro submergir novamente. Como elas só podem respirar na superfície, precisaram desenvolver uma respiração consciente. Elas não têm um processo de respiração automática igual ao dos humanos. Ao contrário do que a maioria pensa, as baleias não jorram água do mar quando respiram. O jato d´água que é visto é causado pelo ar que é exalado. Como o ar exalado é geralmente mais quente que o ar da superfície, ele resfria rapidamente quando sai do corpo da baleia e o vapor d´água no ar imediatamente secondensa em um líquido que parece um jato d´água. Como cada espécie de baleia tem um formato diferente de passagem de ar e muitas têm até duas passagens, elas também têm jorro de água com formas diferentes. Observadores de baleias experientes podem identificar uma espécie em particular observando o jorro de água somente.
Na próxima seção aprenderemos mais sobre como as baleias respiram e descobriremos como elas dormem e sobrevivem embaixo d´água.